6 de jan. de 2010

Notificação de Imposicão de penalidade

Um bêbado (aqueles de final de semana só que como é começo de ano e festividades resolve ficar todo dia) que deveria tomar toda a garrafa de uma vez e morrer engolindo o próprio vômito, pediu dois segundos da minha vontade pra falar que me conhecia desde criança, mas só de longe.
Eu nunca vi, nem sei de onde apareceu, mas...
Tantas perguntas; se morava ainda por aqui?/ se já tava rico?/ se tinha estudado?/ quantos wisk tomei em 5 dias?/
Esse bêbado tinha vagina, era uma menina, seus curtos 18 anos me dava até uma punheta, mas o que será do acaso se a paciência morreu?
Pediu uma carona, pediu um cigarro, pediu um trago da minha cerveja.
Perdi minha alma, prendi meus sentimentos e aproveitei que já estava imaginando muita história e fui dormir.
Nada nunca existe. Fatos tão perto e tão longe, sensível ao toque ou sorriso, sensível.
Ela estava grávida e pediu uma carona, disse que não.
O que faz alguém bêbado e grávida lá pelas 4h da manhã em busca de carona?
Insistiu. Disse não.
Ela partiu sem despedir, disse que já não me amava, que havia encontrado outro, que o amor é eterno e ela ainda ama o outro e que o outro...aaaaa...
A vida é graça, um sorriso a cada esquina, uma alegria a cada sentimento de rejeição..
Ela sumiu.
Liguei o carro, lá de baixo dava pra ver, bêbada e grávida tropeçou na calçada e, vendo ela jorrar sangue e gritar, buzinei e disse boa noite.

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