23 de dez. de 2009

Não aguento
Tanto mais
tempo e vento
perdendo os dedos
nas teclas
milagres de final
furdunço estomacal

banheiro preguiçoso
Sujo e mentiroso
racional, leia
tim maia é pai
ed mota filho

O fim dos dias
o último post
a cela aberta
os soltados dormem
a roupa branca
champagne de malandro
sidra maça ou uva?

Sapos e cobras
um ano de cobiça
2010 anuncia
no alto falante da
igreja universal
todos rezam ajoelhados
os joelhos nunca param
de sangrar
pecados capitais
em um segundo
recordo de todo o tempo

As parede dizem adeus
o avião caíu logo ali
pessoas mortas
estão rindo em seus túmulos
túmulos sorvete
creme de baunilha
pra espantar o odor
cheiro de estrume
estúpido rapaz
estou decepcionado
esqueci de mencionar
o menino do blues
a guitarra que toca
forte, músculos, pesos
penso e sinto dores
nas costas, dói
Dores na alma
dor de existir
e permanecer
sofrimento tão lindo
atrás dos olhos

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